Como água pra chimarrão…

As eleições estão se assomando novamente… momento decisivo para o País, para os gaúchos, em meio a um tendéu de manifestações onde se misturam a raiva, o fanatismo, a desinformação, o preconceito, entre outras formas nada pacíficas e inteligentes de tomar partido de suas preferências políticas.

O clima das eleições tem alterado os ânimos e provocado brigas e discussões nas famílias e também nas redes sociais. Muitas informações falsas têm circulado e as pessoas têm deixado o ódio e a violência prevalecerem durante as conversas.

Diz o ditado que a melhor defesa é o ataque, porém, não é o caso, pois desta forma o confronto será apenas maior e vai daí que se arma o rolo, porque o vivente que abriu o tarro ou compartilhou aquela informação pode desconhecer a verdade, ou pode acreditar naquela mentira, por mais que mostres os fatos.

Sei que é difícil, mas melhor dar uma sofrenada, pois assim controlamos o impulso de atacar e analisar se vale a pena ou não contra-argumentar com gente cargosa. Às vezes até é melhor “fechar-se em copas” para evitar mazorcas e mexinflórios.

Mudar o foco do que está te irritando pode ser uma forma de desviar a atenção. Não fica angurreado (aborrecido). Apela inclusive até para técnicas de meditação. Vale! Respira fundo, vai! Bebe um copo de água e firma o propósito de não se irritar. Toma um gól de mate ao tranquito, chuchurreia o amargo sem pressa. Coisa difícil, mas não impossível. Aguenta o tirão!

Mas não podemos afroxar o cogote na primeira palanqueada muito menos o garrão. Tem muita gente ainda que anda entre a quarta e a meia quartilha. Vacilante, não sabe o que quer. Outros andam na pontinha dos cascos prontitos para calcar o dedo no botão do FIM e apostar no candidato favorito.

Mas pensem bem que a maré não tá pro peixe. Ou apanhas como um boi ladrão e perdes a carreira”por una cabeza” ou dás um vareio com tuas escolhas. O negócio é não se algariar, não se alvorotar e ficar bem alerteado.

Quem corre por gosto não cansa e pra não cair do cavalo, te agarra no barbicacho, porque, como diz o velho ditado: “onde berra o touro não berra o carneiro”. Cuê Pucha!