Sartori garante apoiar candidato à Presidência que MDB decidir

Governador disse ainda que não pretende mudar as políticas de governo e defende que o Regime de Recuperação Fiscal é a única alternativa de renegociação da dívida com a União

Governador José Ivo Sartori (MDB). Foto: Fabiano do Amaral/CP

O atual governador e candidato à reeleição José Ivo Sartori projetou, em coletiva de imprensa na noite deste domingo, um segundo turno acirrado mas defendeu a moderação política. “A partir de agora é uma nova eleição”. O político obteve 31,1% dos votos diante de Eduardo Leite com 35,9%.

Sartori optou por não adiantar possíveis movimentações e alianças no segundo turno, mas garantiu que vai seguir o que for definido pelo partido e as siglas que compõem a coligação. A chapa conta com nove agremiações.

Em relação a um possível palanque para Bolsonaro, que obteve 46% dos votos e vai para o segundo turno com Fernando Haddad (PT), Sartori manteve o posicionamento. “O que o MDB decidir, vou apoiar. E claro, vamos ouvir o que querem os partidos da nossa sigla”. Recentemente, o vice José Paulo Cairoli sinalizou apoio ao candidato do PSL ao receber general Mourão para agenda no Rio Grande do Sul. Hoje, abriu voto a Bolsonaro.

O governador disse ainda que não pretende mudar as políticas de governo e defende que o Regime de Recuperação Fiscal é a única alternativa de renegociação da dívida com a União. O Rio Grande do Sul não está pagando a parcela mensal do débito devido a uma decisão liminar do Supremo.

Após deixar aberta a decisão de apoio no segundo turno, Sartori lembrou, durante uma resposta sobre um possível apoio do PT à candidatura dele, que não apoiou Dilma Rousseff na última eleição presidencial. Ele ainda lembrou que foi o PT que se coligou a Michel Temer (MDB), sem o apoio dele. Mas encerrou dizendo que não vai negar apoio do ninguém.

Mais cedo, logo após a divulgação da primeira boca de urna depois do fechamento das urnas, o coordenador de comunicação da campanha da coligação Rio Grande no Rumo Certo, Vieira da Cunha, disse que o resultado era esperado. “Todas as nossas avaliações internas indicavam esse resultado “, ressaltou.