Hospital Mãe de Deus fecha acordo com trabalhadores após demissão em massa

Proposta encerra impasse, mas ex-funcionários ainda podem entrar com ações individuais, caso desejem

Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

Em assembleia com a presença de mais de 100 pessoas, realizada na tarde desta segunda-feira, em Porto Alegre, trabalhadores demitidos pelo Hospital Mãe de Deus decidiram aceitar a proposta compensatória negociada junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4).

Após a demissão em massa de quase 300 funcionários, o Hospital propôs o pagamento de dois salários mínimos e meio nacionais a cada um deles. Em contrapartida, o Sindisaúde não pode ajuizar ações coletivas, embora os trabalhadores continuem livres para ingressar com ações individuais, caso desejem.

A ex-funcionária da instituição Patrícia Pereira da Silva, que trabalhou por três anos e seis meses na limpeza do hospital, considera que indenização não é justa pelos danos aos trabalhadores, mas admite que era necessário chegar a um acordo. Patrícia salienta que os funcionários eram treinados para evitar qualquer tipo de infecção.

“A gente tinha treinamento específico para a limpeza das alas e UTIs. Já os terceirizados vão trabalhar mais e ganhar menos. Tanto é que nós não queremos voltar para o hospital através da terceirização. Não vamos aceitar a miséria que querem (a empresa terceirizada) nos oferecer”, sustenta. Ela explica que já encaminha a contratação em outra empresa, mas lembra que é grante do número de funcionários ainda sem emprego.

No início do mês, o Hospital Mãe de Deus dispensou 286 profissionais da área de nutrição e limpeza. Os serviços foram terceirizados pela instituição.