Projetado com apoio da iniciativa privada, próximo Carnaval de Porto Alegre segue indefinido

Escolas debatem possível parceria com empresa que organiza desfiles de rua em RJ e SP. Prefeitura pode licitar organização dos blocos de rua

Presidentes das escolas de samba de Porto Alegre vão se reunir, no sábado, para debater a realização do evento após um encontro, realizado hoje, entre dirigentes carnavalescos e a Prefeitura de Porto Alegre. Nesta quarta, os representantes avaliaram a proposta de acordo com uma empresa que já promove desfiles de carnaval de rua em São Paulo e Rio de Janeiro, segundo o vice-prefeito Gustavo Paim.

A reunião debateu a viabilização do evento em parceria com a iniciativa privada, a partir do ano que vem, já que o governo municipal cortou o patrocínio ao Carnaval. As ligas das escolas de samba receberam aval para explorar o Carnaval no Complexo Cultural do Porto Seco. Já no caso de desfiles de rua, uma concorrência pública precisa ser realizada.

A ideia, segundo o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre (Liespa), Juarez Gutierres, é debater a proposta entre as escolas, no fim de semana. Apesar da falta de garantia de um patrocínio, a retomada dos desfiles deve ser viabilizada, estima Gutierres. O dirigente destacou que, para haver tempo hábil de organização de enredos, desfiles e montagem de carros alegóricos, é determinante definir até 15 de outubro o modelo de financiamento do Carnaval. “Percebemos uma vontade maior dos dirigentes em fazer o Carnaval acontecer”, avaliou o presidente da Liespa.

O Carnaval de 2018 acabou cancelado por falta de recursos para financiar a instalação das estruturas e plano de prevenção contra incêndios. Os desfiles, não competitivos, ocorreram durante a semana do aniversário de Porto Alegre.

Blocos de rua

O Carnaval de Rua de Porto Alegre é organizado pelo Escritório de Eventos, mas é dos blocos carnavalescos a incumbência de se responsabilizar pela limpeza e segurança nos locais de realização dos desfiles.

O vice-prefeito admitiu que está no horizonte a realização de uma concorrência pública para que uma agência privada organize o Carnaval, a fim de tornar o evento mais profissional. “Seria vantajoso para todo mundo. Em troca, a empresa vencedora da eventual licitação poderia lucrar com patrocínios”, ressaltou Gustavo Paim.