Benzinho merece ser visto pela família inteira

O longa teve sua primeira exibição nacional no Festival de Cinema de Gramado

Foto: Divulgação

A força feminina, aliada ao amor familiar, ganha contornos de sensibilidade e identificação no longa Benzinho, dirigido por Gustavo Pizzi. O filme, co-produção Brasil-Uruguai, teve sua primeira exibição nacional no Festival de Cinema de Gramado e entra no circuito nacional nesta quinta-feira.

Na trama, Irene (Karine Telles, atriz de Que Horas Ela Volta?) mora com o marido Klaus (Otávio Müller) e seus quatro filhos nos arredores do Rio de Janeiro. Entre os negócios mal-sucedidos do companheiro e os problemas da irmã Sônia (Adriana Esteves), que foi vítima de violência doméstica, ela se desdobra para terminar os estudos, cuidar de todos e buscar um trabalho. Ou seja, igual a muitas mulheres brasileiras que cuidam da família e buscam também a realização pessoal.

Quando o filho mais velho é convidado para jogar handebol na Alemanha, ela passa a lidar com a inevitável despedida. Algumas cenas mostrando as reações dela, tais como a retirada do móveis da velha casa da família na praia, é cativante.

É um filme onde muitas famílias vão se reconhecer, seja por conta de perrengues com a torneira que estoura durante a noite, uma maçaneta que nunca é trocada por falta de grana ou o carro da família abarrotado para um final de semana na praia. Por outro lado, a mensagem de afeto em tempos de intolerância cativaram o público e a crítica.

O longa teve sua estreia mundial na competição do Festival de Sundance e participou da Mostra Voices no Festival de Roterdã. “Benzinho” venceu o prêmio de melhor filme pelo júri e pela crítica do Festival de Málaga e pelo júri do Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira.

Na Capital, Benzinho está em cartaz no Cinebancários e Espaço Itaú de Cinemas.