PORQUE HOJE É SEXTA…

Aproveitando que o final de semana está aí, mesmo com todo esse frio, tem muita gente que adora uma loira gelada. Como sou muito curiosa, fui buscar a informação. Pois se tem notícias da cerveja lá por volta de 6000 a.C e os antigos sumérios, egípcios, mesopotâmios e iberos, já tinham conhecimento da bebida.

A mais antiga lei que regulamenta a produção e a venda de cerveja, a Estela de Hamurabi, que data de 1 760 a.C. condena à morte quem não respeita os critérios de produção de cerveja indicados. O Código de Hamurabi também estabelecia uma ração diária de cerveja para o povo da Babilônia: 2 litros para os trabalhadores, 3 litros para os funcionários públicos e 5 litros para os administradores e o sumo sacerdote. Interessante, não? Será que caberia aplicar essa lei nos dias atuais? Imaginem passeatas e greve pelo aumento da cota de ceva!

Existe até um hino ao charmoso líquido, onde consta que os sumérios já produziam a bebida, pelos idos de 2.600 a 2.350 a.C. A ode foi dedicada à Ninkasi, a Deusa da Cerveja, e na Babilônia já existiam diferentes tipos do líquido precioso originados de combinações diversas de plantas e aromas e uso de diferentes quantidades de mel.

Bem depois, no antigo Egito, surge um “faraó-cervejeiro”, Ramsés III (1.184-1.153 a.C.), que gentilmente fez uma consistente doação aos sacerdotes do Templo de Amon, de 466.308 ânforas ou aproximadamente um milhão de litros de cerveja provenientes de suas cervejeiras.

Já durante a República Romana, o vinho destronou a cerveja como a bebida alcoólica preferida, passando esta a ser considerada uma bebida própria de bárbaros. Tácito, em seus dias, escreveu depreciativamente acerca da cerveja preparada pelos povos germânicos.

Na Idade Média, vários mosteiros fabricavam cerveja, empregando diversas ervas para aromatizá-la, como mírica, rosmarinho, louro, sálvia, gengibre e o lúpulo, este utilizado até hoje e introduzido no processo de fabricação da cerveja entre os anos 700 e 800. O uso de lúpulo para dar o gosto amargo da cerveja e para preservá-la é atribuído aos monges do Mosteiro de San Gallo, na Suíça. A levedura na fermentação era totalmente desconhecida nessa época.

De toda a forma, a cerveja é bem vinda sempre, seja ela tomada na Flauta, Goblet ou Cálice, na Tulipa, no Pint, no Pilsner, no Caneco (ou Seidel, Stein) no Weisen, enfim… Hoje é sexta feira, dia da ceva… portanto, apreciadores da gelada loira, Prost! Lang lebe das Bier! Viva a cerveja!!!