Apoiador de Bolsonaro, presidente do PROS no RS se declara chocado com aliança nacional com Lula

Wambert Di Lorenzo também criticou a decisão do Partido Progressista (PP) ao se aliar a Geraldo Alckmin na corrida ao Palácio do Planalto

Com o esperado revés no registro da candidatura nacional do Partido dos Trabalhadores e a formação da aliança com o PCdoB, um cenário estranho se desenhou para o PROS no Rio Grande do Sul. Apoiando a coligação DEM-PSL em nível estadual, o partido pretendia reforçar palanque ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), na disputa presidencial, e à empresária Carmem Flores, na corrida pelo Senado.

Nacionalmente, o PROS definiu apoio aos petistas, de última hora, enquanto os diretórios estaduais foram liberados para firmar alianças diferentes. O presidente da legenda no Rio Grande do Sul, Wambert Di Lorenzo, disse hoje que ficou chocado com a incoerência do cenário desenhado após as convenções. “Não tem explicação para isso, a perplexidade no diretório gaúcho é gigantesca. É uma surpresa que o partido esteja apoiando um presidiário”, criticou, em entrevista para o Guaíba News.

Wambert também criticou a decisão do Partido Progressista (PP) ao se aliar a Geraldo Alckmin na corrida ao Palácio do Planalto, classificando o ex-governador de São Paulo como “mais do mesmo”. O PP, antes de confirmar o nome de Ana Amélia Lemos na chapa do PSDB, havia confirmado apoio a Bolsonaro e tinha Luís Carlos Heinze (PP) como candidato a governador. Com as mudanças, fica sepultada a possibilidade de o PROS, DEM e PSL dividirem o mesmo palanque no Rio Grande do Sul.

O PROS compõe o chamado bloco do “Centrão”. Conforme o político, a sigla defende causas como a diminuição do tamanho do Estado, a redução da carga tributária e serviços públicos aliados à inovação. “A doutrina do PROS está sendo construída com debate interno, todos nós opinamos. Do ponto de vista doutrinal, está em construção, mas se aproxima do solidarismo”.

Antes da instalação da comissão processante para avaliar o processo de impeachment contra Dilma Rousseff, a sigla assinou manifesto em defesa do mandato da petista. O PROS fazia parte da coligação formada por nove partidos que reelegeram a ex-presidente.