Miguel Rossetto é confirmado candidato ao Piratini em chapa pura

Discussão em torno de candidato a vice continua até 15 de agosto

Rossetto será candidato ao governo do Estado pelo PT. Foto: Samantha Klein

O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, foi confirmado, em convenção estadual neste domingo, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à corrida ao Palácio Piratini.

A ex-deputada estadual e vereadora de São Leopoldo, Ana Affonso (PT), foi confirmada candidata a vice-governadora ao lado de Rossetto. A chapa a ser registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) nesta segunda-feira, até o momento, é pura. Apesar disso, a sigla seguirá negociando com o PC do B e PCO.

O encontro também delegou que a executiva estadual mantenha as tratativas de coligação à majoritária com mira em eventual união com os comunistas e a troca de candidatos a vice-governador até 15 de agosto.

A candidatura a vice foi desenhada depois que Ana Affonso era cotada para suplência de Paulo Paim ao Senado. O PT trabalha com o prazo de 15 de agosto para modificar a chapa, incluindo as decisões em nível nacional. Os próximos dias serão de intensa negociação em torno da presidenciável Manuela D’Ávila como possível vice de Lula.

Se confirmada a aliança, a chapa de Rossetto deverá ser modificada. A aposta é na composição com Abigail Pereira, que foi confirmada ontem candidata a governadora pelo PC do B. Outros nomes entre os comunistas também são aventados, como Silvana Conti e um vereador de Santa Cruz do Sul.

Ainda na chapa, Paulo Paim foi chancelado candidato à reeleição ao Senado. Cleonice Back, primeira candidata da agricultura familiar à majoritária, concorre à segunda vaga. Além disso, 60 candidatos a deputados estaduais e federais foram confirmados na disputa pela legenda.

Salários

Rossetto garantiu que o primeiro ato como governador, se eleito, será o pagamento dos salários do funcionalismo em dia. “Tenho certeza de que são escolhas de administração”, disse em discurso na convenção.

O candidato, no entanto, não deu detalhes sobre como fará para acabar com o parcelamento da folha, que já completou 32 meses. Além disso, Rossetto defendeu a retomada das atividades do polo naval de Rio Grande e o fortalecimento do ensino público.