Justiça encerra fase de depoimentos do caso Becker

Ex-médico Bayard Ollé Fischer Santos prestou depoimento

Marco Antônio Becker foi assassinado a tiros em dezembro de 2008. Foto: Antônio Sobral

A Justiça Federal encerrou, na tarde de hoje, a fase de instrução do processo que envolve o assassinato do ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) Marco Antônio Becker. Hoje, prestou depoimento o ex-andrologista Bayard Ollé Fischer Santos, apontando como mandante da morte de Becker. Em julho, o réu apresentou atestado médico e teve a oitiva adiada para hoje.

O conteúdo da fala não é divulgado pela Justiça. Bayard é apontando como mandante do crime, enquanto o traficante Juraci Oliveira da Silva, o Jura, é acusado de intermediar o assassinato de Becker. Jura está preso e chegou a ser intimado, mas a defesa optou por não trazer o réu ao tribunal. Condenado a quase 30 anos de prisão pelos crimes de homicídio e tráfico, ele cumpre pena em Charqueadas.

No total, oito réus são acusados da morte. Agora, com o encerramento da fase de instruções, abre-se prazo para a apresentação de memoriais pelas partes. A partir daí, o magistrado decide se leva ou não o caso a júri popular.

Relembre

Em 4 de dezembro de 2008, ao deixar um restaurante e seguir para o carro, Becker morreu baleado com dois tiros, disparados por homens em uma moto. O crime ocorreu na rua Ramiro Barcelos, em Porto Alegre, por volta das 22h.

Em dezembro de 2013, a denúncia foi recebida pela Justiça Federal, iniciando uma nova ação penal, depois que o processo já havia tramitado na Justiça estadual.

O conflito de competências teve de ser decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) com base na alegação de que o homicídio foi motivado pela atuação da vítima junto ao Cremers e a suposta influência de Becker no Conselho Federal de Medicina. Seis acusados respondem por homicídio qualificado e outros dois por falso testemunho.