Cesta básica de Porto Alegre volta a ser a mais cara do Brasil

Conjunto de produtos alimentícios básicos fechou junho em R$ 452,81

Preço de oito produtos reduziu em agosto | Foto: Pedro Revillion / CP Memória

Com aumento de 3,45% em junho, a cesta básica de Porto Alegre passou a custar R$ 452,81 – tornando-se a mais cara do País, depois de perder esse posto nos últimos meses. O valor representa 47% do salário mínimo e exige que o trabalhador cumpra jornada de 104h25min por mês para aquirir os itens básicos de alimentação. Os dados foram divulgados, nesta quinta-feira, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Dos treze produtos que compõem a cesta, dez ficaram mais caros em junho na Capital gaúcha: batata (25,57%), leite (14,48%), farinha de trigo (8,76%), arroz (6,56%), carne (4,03%), açúcar (3,88%), pão (1,97%), café (1,31%), óleo de soja (1,25%) e o tomate (0,35%). Em contrapartida, só três itens ficaram mais baratos: feijão (-3,39%), banana (-0,77%) e manteiga (-0,71%).

De acordo com o Diesse, esse é o segundo mês consecutivo que a cesta básica registra alta na maior parte do Brasil. Atrás de Porto Alegre, que lidera com o maior valor, aparece São Paulo, onde a cesta custa R$ 451,63; Rio de Janeiro (R$ 445,58) e Cuiabá (R$ 425,32). Os menores valores foram observados em Salvador (R$ 333) e Aracaju (R$ 349,55).