Marchezan solicita sessões extraordinárias à Câmara para discutir projetos do Executivo

Prefeito alega que pautas são fundamentais para garantir a saúde financeira da cidade

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., encaminhou à Câmara de Vereadores o pedido de realização de sessões extraordinárias para discutir os projetos considerados essenciais para a vida financeira da cidade. A solicitação da prefeitura é para que os encontros sejam realizados após as sessões ordinárias, às segundas, quartas e quintas-feiras. O objetivo dos encontros seria a discussão exclusiva dos projetos pendentes de apreciação pelo Legislativo porto-alegrense.

Marchezan reforçou à Rádio Guaíba a necessidade da aprovação dos projetos, entre eles, o que reajusta a tabela do IPTU, para que se possa garantir a saúde financeira de Porto Alegre. No ofício encaminhado ao presidente da Câmara, Valter Nagelstein, o prefeito salientou que “ao longo dos últimos anos, Porto Alegre atingiu a pior situação financeira entre todas as capitais de nosso país e, por décadas, mantém resultado de caixa negativo”.

“Não é uma questão ideológica, eleitoral. É a nossa cidade”, continuou o prefeito, ao alertar que já no mês de julho os recursos em caixa não serão suficientes para atender todas as demandas da Capital. “Vai faltar dinheiro. Aí vai a escolha: vamos pagar a creche? O lixo? Os servidores que ganham até R$ 15 mil? Aí vem a triste escolha que eu gostaria de nunca ter de fazer, que eu gostaria que nenhum prefeito teria de fazer”, completou.

O prefeito ainda garantiu que os projetos não serão a solução imediata para os problemas financeiros do município, mas que são necessários para dar continuidade ao que chamou de “projeto de cidade”. Disse ele que “(os projetos são) de futuro de cidade, eles não alteram a situação desse ano. São coisas para daqui a 15, 25 anos”. Marchezan ainda asseverou que, do modo como está, a situação decreta “a falência escrita da cidade: se não fizermos as reformas esse ano, nos demais anos a prefeitura vai seguir atrasando a folha e os serviços, independente do prefeito”.