Quadros do PPS saem do governo mas mantêm apoio a Sartori

Legenda anunciou hoje que vai integrar a campanha de Eduardo Leite (PSDB) a governador

A confirmação do apoio do PPS à pré-candidatura de Eduardo Leite (PSDB) ao Palácio Piratini não agradou quadros importantes do partido. A sigla compõe a base de apoio do governador José Ivo Sartori.

Filiados como o atual presidente do Badesul, Paulo Odone; o presidente da Corsan, Flávio Presser, e o diretor administrativo-financeiro da Transmissora Sul Litorânea de Energia S.A. (TSLE), Sérgio Camps de Morais, discordaram da decisão do diretório estadual. Alguns deles, como Odone, sairão do governo em breve, mas prometem se manter fiéis a Sartori, que vai tentar a reeleição.

“Não vou concorrer, mas escolhi manter apoio ao governador Sartori”, resumiu Odone. O ex-presidente do Grêmio desconversou a respeito de uma saída do partido. “Não vou concorrer a nada”, disse à reportagem.

No caso de Odone, ele deixa a presidência do Badesul nos próximos dias. A atual diretora de operações Jeanette Halmenschlager Lontra deve assumir o cargo. O presidente da Corsan também vai entrega a presidência, já que não pode se reeleger.

O presidente estadual do PPS, César Baumgratz, lamenta a decisão, mas descartou represália interna. “Enquanto partido, o interesse público tem de se sobressair sobre o interesse privado. Se eles decidiram não aceitar a decisão, tudo bem, não haverá nenhuma sanção de nossa parte à decisão particular. Não faremos caça às bruxas e vamos continuar votando com o governo, como estamos fazendo”, sustenta.

Conforme o presidente, a aliança com os tucanos vai proporcionar o lançamento de mais candidatos a deputado – quase 30 para o Congresso e um número ainda incerto para a Assembleia. A negociação da chapa PSDB-PHS-PPS, por enquanto, segue em andamento. Além disso, há possibilidade de costura com mais partidos na coligação. O nome certo da sigla para reeleição é o da deputado Any Ortiz, único nome do PPS com cadeira no Parlamento.