Prefeitura da Capital garante simulador do IPTU até sexta, mesmo com greve na Procempa

Sindicato garante que servidores vão entregar plataforma, que pode ficar inacessível caso necessite de manutenção

Prédio da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

Mesmo com a greve de servidores da Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre (Procempa), deflagrada nesta quarta-feira, a Prefeitura garante que vai disponibilizar até sexta-feira o simulador da revisão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), conforme o endereço do contribuinte. Os trabalhadores da companhia, responsável pela criação da plataforma, paralisaram exigindo reposição salarial e manutenção de benefícios conquistados em anos anteriores.

A fim de convencer a população a apoiar o projeto do IPTU, a Prefeitura espera, com o simulador, mostrar que a revisão da planta vai reduzir o imposto pago para 238 mil imóveis, além de isentar 60 mil. A Procempa já criou o simulador, que passa, agora, por um período de testes.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados no RS (Sindppd/RS), o simulador vai estar disponível nas próximas 48 horas, mas corre risco de ficar inacessível caso tenha que passar por uma nova atualização ou manutenção com a greve em andamento.

Na Câmara Municipal, o líder do governo, vereador Moisés Barboza (PSDB) reiterou que o projeto de revisão da planta do IPTU só vai ser votado depois que o simulador estiver disponível. Em regime de urgência, o Legislativo prioriza seis projetos de reestruturação tributária. O último revisa o tributo predial.

Saiba mais

Pelo projeto encaminhado pela Prefeitura, a atualização da planta do IPTU vai ser diluída ao longo de quatro anos, podendo chegar a 30%, em média. Já a alíquota máxima a ser aplicada sobre o valor do imóvel deve ser de 0,85%.

Na proposta do Executivo, foram incluídas duas faixas de IPTU para imóveis entre R$ 750 mil e R$ 1 milhão e acima de R$ 3 milhões. Com isso, houve redução de alíquotas para todos os imóveis com valor entre R$ 100 mil e R$ 3 milhões, variando de 0,47% a 0,77% sobre o valor do bem.

Como incentivo para a região Central, os imóveis comerciais terão desconto de até 25% no Centro Histórico durante quatro anos.