O DIA QUE KIM JONG-UN ATACOU ITAPUÃ…

O Brasil é o país onde caem mais raios no mundo e acreditem: dos 3,15 bilhões de raios que atingem o nosso planetinha e seus habitantes durante um ano, 100 milhões deles vêm desabar em terras brasileiras. Então, num campeonato de raios, a terra brasilis é campeã nessa modalidade. Na verdade “arrasamundo” que significa na linguagem campeira nada mais nada menos que “chuva, vento, pedra e raio”!
Dado esse mundão de Deus que é a nossa extensão territorial, somos o campeão mundial na incidência de raios: são 57,8 milhões de ocorrências por ano. E o que é pior: o aquecimento global e a urbanização contribuem para aumentar o fenômeno.
Um raio não é nada mais que uma carga elétrica cruzando a atmosfera. O clarão que vemos é o relâmpago devido à rápida movimentação de elétrons equivalente a 5 vezes a temperatura solar. Como a cosa esquenta e é ligeira, gera um tremendo barulhão, no caso, o trovão.
E diz o velho ditado que um raio não pode cair mais de uma vez no mesmo lugar… mas nananinanão! Mito, eles podem até cair repetidas vezes num ponto específico. Pois fiquem sabendo que a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, é atingida todos os anos por uma média de 6 raios.
Então todo o cuidado é pouco, por exemplo, em locais abertos e perto d´água, já que esta é condutora de eletricidade. E muito menos debaixo de árvores, porque podem te proteger da chuva, mas não dos raios e até cair por riba da pessoa por conta do vento.
O conselho é ficar dentro de casa, longe das janelas ou portas, e também de condutores de energia, como telefones com fio, equipamentos eletrodomésticos, etc… Mas não foi o que aconteceu comigo neste fim de semana.
Me acordei ontem com um raio caindo literalmente na minha cabeça, mais especificamente no meu quarto, eu que sesteava depois de dois prataços do saboroso “Diuntudo” que elaborei para o almoço de domingo lá em casa… uma espécie de mocotó desfalçado, mas que ficou bueno uma barbaridade.
Quaje me assomou uma congestão! Antes eu tivesse feito como o Benjamim, o Franklin, que descobriu o pára-raios em 1752, quando empinava uma pandorga!
Bueno! Depois de uma boia pesada como essa, é claro que ao acordar no susto, sonhava eu com um confronto mundial devido às notícias que me ficam gravadas na própria mente… dei um salto da cama, quase me aboletei no chão e pensei comigo: Me salve meu São Sinfrônio”! É o zoinho puxado do Kim Jong-Un que errou o alvo e em vez de tirotear o “Tramposo comandante dos gringos”, sampou-lhe um torpedo pras bandas do Itapuã!
Acordei de vereda e dei gracias porque era apenas um desvario provocado pelo farto almoço combinado com o estrondo de um raio que queimou apenas uma lâmpada, mas não atingiu minha pensante cacholinha. Menos mal!