EGR vai perder R$ 6 milhões por ano com isenção para eixo suspenso

Presidente da empresa descartou impacto em manutenção de rodovias e investimentos na malha pedagiada

Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

A interrupção na cobrança do pedágio para caminhões com eixo suspenso, determinada após a publicação de uma medida provisória do governo federal, vai gerar redução de arrecadação na ordem de R$ 6 milhões por ano nos postos de pedágio da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). Em 12 meses, o total arrecadado é de aproximadamente R$ 230 milhões.

Na última segunda-feira, após o presidente Michel Temer anunciar ter aceito as reivindicações dos caminhoneiros, a EGR determinou a suspensão da cobrança em todas as 14 praças de pedágio. A estimativa é de perda de R$ 500 mil mensais. O presidente da empresa pública, Nelson Lidio Nunes, descartou o corte de serviços, obras e manutenção das estradas em função da perda do recurso.

“Não haverá descontinuidade a qualquer dos programas nos 908 km de concessão da EGR. Eventualmente, poderá haver algum retardamento na realização de obras, mas não temos qualquer preocupação com descontinuidade de obras e manutenção”, sustenta o dirigente.

A EGR garante que seguem os serviços de manutenção, como recapagem asfáltica, capina, renovação de sinalização, socorro com ambulâncias e obras como o viaduto de acesso de Viamão à ERS 118 e o retorno da ERS 115, em Taquara, para garantir segurança ao acesso às instalações do Corpo de Bombeiros às margens da estrada. Essas obras estão em processo de licitação e projeto. Apesar da perda dos R$ 6 milhões, a Secretaria dos Transportes não vai garantir suplementação financeira à EGR.

A medida provisória é válida para todo o território nacional. Para usufruir da isenção de tarifa sobre o eixo suspenso, os caminhões devem utilizar as cabines manuais, até que o sistema de cobrança automático passe por ajustes técnicos.

A Triunfo Concepa, concessionária da BR 290, e a Ecosul, que administra a BR 116, no Sul do Estado, já tinham deixado de cobrar pedágio pelo eixo suspenso dos caminhões, em 2015. A Lei dos Caminhoneiros, sancionada em março daquele ano, determinou a suspensão da cobrança em todas as rodovias da malha federal.