RS deve ser abastecido com gasolina até o fim de semana, projeta Sulpetro

Porto Alegre e Região Metropolitana devem ter abastecimento normal já nesta sexta-feira

Foto: Guilherme Testa/CP

Com o fim da greve dos caminheiros, que durou dez dias em todo o País, o suprimento de gasolina e etanol nos postos de combustíveis do Rio Grande do Sul deve se normalizar somente no fim de semana. Na Capital e região Metropolitana, todos os estabelecimentos terão suprimentos até amanhã.

Em entrevista ao Guaíba News desta quinta-feira, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Rio Grande do Sul (Sulpetro), João Carlos Dal’Aqua, garante que as operações ocorrerão “diuturnamente” até a normalização do abastecimento em todos os 2,8 mil estabelecimentos gaúchos. O setor estima ter perdido R$ 120 milhões durante a paralisação.

“Porto Alegre e Região Metropolitana estão recebendo há alguns dias; não temos como atender 100% dos postos do Estado porque há muitos estabelecimentos, faltam insumos de álcool anidro (para ser misturado à gasolina) e há ainda a questão de quantas viagens um caminhão e um caminhoneiro podem realizar. Mas em poucos dias, tudo estará normalizado”, ressaltou o dirigente.

A greve dos petroleiros, que também se encerrou hoje, não chegou a comprometer a distribuição dos combustíveis, segundo Dal’Aqua. O movimento, que começou ontem acabou sendo esvaziado devido à multa determinada pelo TST, após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que era de R$ 2 milhões por dia.

Quanto aos preços praticados, com elevação do valor do litro, filas quilométricas nos últimos dias por conta do desabastecimento e notificação a quase 50 postos pelo Procon, o presidente do Sulpetro informou que cada revendedor é livre para definir os valores. “Mas tem de arcar com a responsabilidade”, observou.

Em relação ao diesel, ainda não há previsão para que a redução do preço chegue nas bombas. Conforme o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), as distribuidoras estão aguardando as ações do governo nesse sentido.