Caminhoneiros: Setcergs desmente relação com movimento grevista

"Nossos associados também querem trabalhar. Essa greve é dos autônomos", declarou o presidente da entidade, Afrânio Kieling

Depois que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) passou a investigar pessoas e associações por suspeita de terem premeditado o protesto dos caminhoneiros em todo o País, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística (Setcergs) negou hoje relação entre a entidade e a mobilização dos motoristas no Rio Grande do Sul.

“O Setcergs é um sindicato muito forte, porém, não incentivamos de maneira nenhuma as manifestações. Respeitamos a greve, mas não incentivamos as paralisações. E os nossos associados também querem trabalhar. Essa greve é dos autônomos”, declarou o presidente da entidade, Afrânio Kieling, em entrevista ao Guaíba News desta terça-feira.

O presidente da entidade lamenta que os bloqueios sejam mantidos em estradas de todo o País. Hoje, eram mais de 100 pontos no Estado. “O que se percebe é que eles estão sendo impedidos por outros motivos. Entrou agora um jogo político porque a questão dos caminheiros foi totalmente resolvida e atendida pelo governo federal”, considera. Kieling relata que motoristas que pretendem voltar ao trabalho foram ameaçados, inclusive com armamento, em pontos de bloqueio.

A entidade que representa as transportadoras de cargas, além de associações ligadas aos caminhoneiros, fazem apelo para os grevistas e apoiadores encerrem o movimento em todo o Brasil. No Estado, já são mais de 200 municípios em estado de emergência ou calamidade pública.