BM escoltou 180 carregamentos emergenciais desde ontem no RS

De acordo com o gabinete de crise, 25% dos postos de gasolina da Capital receberam combustíveis nesta segunda-feira

Em balanço das ações do gabinete de crise montado pelo Palácio Piratini, nesta segunda-feira, foram contabilizadas 181 escoltas de caminhões com combustíveis, alimentos, rações e gás para presídios, desde o último domingo. Ainda há 64 pedidos represados, mas que, gradativamente, devem ser atendidos, segundo o governo.

No caso do abastecimento de postos de gasolina, na Capital, dos 280 estabelecimentos, 72 receberam carregamentos nesta segunda-feira. Na região Metropolitana, foram 14 postos e outros 88 no interior do Estado.

O grupo de trabalho da Defesa Civil e secretários se reuniu, hoje, na Secretaria de Segurança Pública (SSP) para compilar e divulgar informações. Além disso, representantes de setores afetados seguem de plantão no Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI).

As principais operações para comboios de transportes, sobretudo para combustível, ração animal e alimentos perecíveis ocorrem em Porto Alegre e região Metropolitana. Não foram registrados incidentes entre motoristas dos caminhões com insumos básicos e os grevistas, conforme a Brigada Militar e o Comando Rodoviário.

Conforme o vice-governador José Paulo Cairoli, a operação está sendo bem-sucedida, mas não é possível prever quando o abastecimento deve se normalizar. A gestão das entregas é de responsabilidade das distribuidoras. “Estamos vivendo uma crise, mas acreditamos que a normalidade será retomada aos poucos. A população pode ficar mais tranquila”, ressaltou.

As situações mais graves estão sendo identificadas para o transporte de cargas vivas, ração e gargalos nos setores de avicultura, suinocultura e laticínios no interior. As demandas de propriedades rurais para indústrias seguem paralisadas e estoques de leite seguem sendo descartados, uma média de oito milhões de litros por dia.

Uma equipe da Ipiranga distribuidora está instalada junto ao gabinete de crise para tentar solucionar o problema da entrega de gasolina para a rede conveniada. Conforme uma fonte da empresa, os 40 motoristas da companhia estão se negando a transportar o produto devido ameaças dos grevistas. A rede é formada por mais de cem postos na Capital e 950 em todo o Rio Grande do Sul.

Outras distribuidoras dizem estar com o mesmo problema. Dessa forma, o governo está disponibilizando condutores dos Bombeiros e Brigada Militar para auxiliar nas operações de entrega de gasolina.