PTB decide apoiar candidatura de Eduardo Leite ao Piratini

Reunião da executiva do partido na próxima segunda tem objetivo de homologar aliança com o PSDB no RS

Costura da aliança vinha sendo feita pelos dois partidos desde novembro do ano passado. Foto: Paulo Nunes / CPMemória

Já está circulando entre integrantes da executiva estadual do PTB a convocação da reunião da próxima segunda-feira (21), para tratar das eleições de 2018. É nesta reunião que o partido pretende homologar o apoio à candidatura de Eduardo Leite (PSDB) ao governo do Estado, em dobradinha com o ex-secretário de Segurança de Canoas, Ranolfo Vieira Júnior, que ocupará a vaga de vice. A costura inclui, além da vaga de vice, também a coligação na chapa proporcional para a Câmara dos Deputados. O PTB chegou a propor que a coalizão se estendesse à eleição para a Assembleia Legislativa, mas o PSDB considerou a alternativa pouco vantajosa, por entender que havia o risco de reduzir a bancada à metade.

Três fatores, conforme os dirigentes petebistas, pesaram na definição: a indicação de Ranolfo como vice, que dá outro ‘status’ ao partido; o fortalecimento das duas siglas na Assembleia Legislativa (juntas elas passam a somar 10 deputados), e o fato de o PTB projetar que ela lhe renderá bons frutos na eleição proporcional; e, por fim, o estilo de Leite. “Mais do que o PSDB, o candidato foi fundamental para que nos decidíssemos”, admite um dos dirigentes petebistas. As experiências de união das duas legendas em Pelotas e Bagé, apontadas por petebistas como “política de resultados” foram outro fator a influenciar a decisão.

A costura da aliança vinha sendo feita pelos dois partidos desde novembro do ano passado e a ideia inicial era de que a decisão formal ainda se estendesse um pouco. Mas uma intensa movimentação realizada nas últimas semanas por articuladores da reeleição do governador José Ivo Sartori (PMDB) em direção ao PTB e, ainda, ao Solidariedade e ao PR, precipitaram a decisão. “Sabemos que nos próximos dias o PMDB vai aumentar a pressão para forçar uma reviravolta, mas já estamos fechados”, adianta um integrante da bancada estadual.