Cão Theo: acusado depõe e culpa dona pela morte do animal

Justiça não determinou prazo para a sentença final. Crime ocorreu em 2016, na Capital

Theo morreu após ser chutado por vizinho; o homem se irritou porque o animal fez xixi na calçada em frente ao prédio (Foto: Arquivo Pessoal/Isabel Maciel)

Ocorreu, na tarde desta quinta-feira, a última audiência sobre o caso que resultou na morte do cão yorkshire Théo, em abril de 2016, em Porto Alegre. Conforme a dona do cão, Isabel Maciel, o acusado esteve no julgamento e negou ter matado o animal. A justiça não determinou um prazo para a sentença final.

A partir de agora, defesa, acusação (Ministério Público) e assistência de acusação devem apresentar as razões finais, em um prazo de cinco dias. Em seguida, o processo vai para sentença do juiz responsável, Artur dos Santos e Almeida, do 3º Juizado Especial Criminal do Foro Central.

Na audiência, foram ouvidas duas testemunhas de acusação e o réu, denunciado por maus-tratos a animais e ameaça contra a proprietária Isabel e a filha dela. De acordo com Isabel, durante o testemunho de hoje, o comerciante garantiu que apenas conversou com a dona do animal e que não encostou em Theo. “Ele disse que eu tinha pisado no Theo, pego ele no colo e ido embora… que nunca nem chegou próximo dele, e que a culpa era minha”, relata.

No dia 3 de maio, o comerciante Jorge Gilberto Lima dos Santos, suspeito das agressões, não compareceu à sede do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, na Capital, para a audiência marcada na data. Ele alegou que não havia contratado um advogado de defesa e que o defensor público acionado para acompanhar o caso não tinha disponibilidade no dia.

Crime

O crime ocorreu em 28 de abril do ano retrasado. Isabel saiu para passear com o cão no bairro Santana, quando Santos – que mora ao lado do prédio onde Isabel reside – agrediu Theo, que morreu em consequência das lesões. De acordo com a acusação, o homem chutou o cão após ele ter urinado em frente ao estabelecimento.