NÃO SEI SE CASO OU COMPRO UMA BICICLETA

“Não sei se caso ou compro uma bicicleta”. Esse ditado é antigo e eu, particularmente, depois de uma grande falta de equilíbrio e habilidade, resolvi casar, mas tenho uma certa inveja de quem pedala e “não vai prá chirca”, como se diz lá no Itapuã… Eu, se pegar uma bike, dou uma pedalada e me vou aos maricás e me tapo de espinhos… Pois a Magrela está em todas: “na rua, na chuva, na fazenda…”.
Com a profusão de carros nas grandes cidades houve o resgate desse antigo meio de transporte tão saudável. Bueno, o caso é que a bicicleta não é simplesmente uma alternativa para o trânsito nas grandes cidades. É, desde muito antes, o meio de transporte do futuro, pois quando surgiu, não havia toda essa problemática que os automóveis nos trouxeram, um “mundaréu” de gente, e um “tendéu” de fumaça. A velha Magrela é “buenacha” uma barbaridade e, de tão bem que nos faz, é a solução contra o mal.
Uns assuntam por aí que a bicicleta foi inventada por Da Vinci; outros dizem que foram monges chineses ou ainda que foi um tal “dum” relojoeiro alemão.
Pedalar é a prática do exercício da liberdade, pois o cenário vai trocando figurinhas e tudo se modifica sem tornar-se repetitivo, com o vento na cara e sol ou chuva no tampo da cabeça, não importa, sendo suas pernas a causa-efeito de toda a magia. Uma espécie de limpeza energética do vivente!
A bicicleta se presta de modo a melhorar as condições ambientais e de mobilidade. Todos deveríamos trocar pelo menos uma vez por semana o carro por uma Magrela… Executivos de terno e gravata descontraidamente pedalando, políticos e um bando de assessores e seus eleitores numa verdadeira “tropa de elite da bike“. Nós, locutores e apresentadores, virmos até a Rádio Guaíba com nossas bikes para fortalecer os pulmões para uma boa locução. Sugestão para aqueles que moram um tantinho “lejos” do Centro Histórico. As gurias vão ficar em melhor forma e os guris vão desanuviar as cacholas privilegiadas com tanta paisagem bonita pelo caminho.
Eu venho de bus porque não me afirmo na Magrela, não tenho “vaquia”, sou um zero à esquerda no cabo da pedalada. Pedalada pra mim? Só nos papagaios, mas aqueles que não possuem asas nem penas…