Reajuste do Bolsa Família deve ficar entre 5,5% e 6%

Anúncio vai ser feito hoje à noite pelo presidente Michel Temer

ESPECIAL SOBRE O BOLSA FAMILIA.FRANCISCA AMANCIO DO NASCIMENTO,68 ANOS RECEBE O BOLSA FAMILIA E SUA FILHA NOEMIA CRISTINA DO NASCIMENTO COM SEU FILHO DEFICIENTE GABRIEL. FOTO:EMANUEL AMARAL/RELEASE

O governo deve anunciar um reajuste acima da inflação nos benefícios do Bolsa Família. O porcentual deve ficar entre 5,5% e 6%, informou uma fonte do governo ouvida pelo jornal O Estado de S.Paulo. O anúncio vai ser feito nesta segunda-feira à noite pelo presidente Michel Temer, em pronunciamento na TV. A área econômica preferia um reajuste apenas para repor a inflação de 2017 (2,95%), mas a ala política do governo defendia um índice maior.

Com a decisão de dar aumento real aos beneficiários do Bolsa Família, os técnicos da área econômica terão agora de fazer os cálculos para acomodar o custo do reajuste dentro do Orçamento de 2018. O principal obstáculo a um reajuste maior que a inflação era justamente o impacto sobre as despesas do governo, que já estão sob bloqueio devido à possibilidade de frustração de receitas com a privatização da Eletrobrás e também sob a limitação do teto de gastos.

O programa beneficia atualmente 13,8 milhões de famílias, com renda por pessoa entre R$ 85,01 e R$ 170 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos.

Cálculo do valor do Bolsa Família

O valor que cada família recebe do Bolsa Família depende de vários fatores, como o número de pessoas da família, a idade de cada um e condições como a gravidez, por exemplo. Depende também da renda por pessoa, que é soma da renda de todas as pessoas da família com algum tipo de ganho, dividida pelo número de pessoas da família.