Advogada ferida em ataque a acampamento pró-Lula relata ameaças e gritos a Bolsonaro

Márcia Koakoski sofreu um tiro de raspão, dentro de um banheiro químico

A advogada Márcia Koakoski, atingida de raspão em ataque ao acampamento pró-Lula, em Curitiba, ressaltou hoje, em entrevista à Rádio Guaíba, que o grupo ouviu, duas horas antes do tiroteio, gritos ameaçando o grupo acampado no início da madrugada do domingo. A advogada, que é suplente de vereador em Xangri-lá, relatou que ouviu os disparos depois de entrar em um banheiro químico. Uma bala atingiu o local. As fibras das paredes do banheiro seguraram o impacto do disparo.

“Imediatamente achei que tinha sido baleada, mas não senti sangue no corpo. Na sequência, foi uma corrida geral. As pessoas estavam apavoradas com o ataque, sem saber de onde vinham os disparos”, relatou em entrevista ao Conexão Guaíba, na tarde desta segunda-feira.

Márcia relata ainda que ouviu gritos de um atirador durante o confronto. Segundo ela, pelo menos um homem gritou o nome do deputado federal Jair Bolsonaro. Além disso, Márcia ressalta que antes dos tiros contra os acampados, houve ameaças de morte ao grupo de partidários do ex-presidente Lula. “Ouvi claramente uma pessoa gritando palavras de ordem e o nome do pré-candidato presidenciável e fazendo ofensas contra os acampados”, relembra.

Conforme a advogada, as provocações ao grupo são constantes e a ordem da organização do acampamento era não revidar. Elas permaneceu três noites no local e retornou para o Rio Grande do Sul.

No ataque, Jeferson Lima de Menezes, de 39 anos, levou um tiro. Ele deve receber alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) até a madrugada de hoje, segundo o Estadão. De acordo com o último boletim médico, “o paciente está acordado e estável, porém com necessidade de ventilação mecânica”.