Após ameaça de desligamento, infectologistas recebem salários atrasados em Canoas

Quatro médicos coordenadores da área de controle de infecções do Hospital Universitário e do Pronto Socorro de Canoas receberam os salários em atraso e retornaram hoje às atividades. O grupo havia ameaçado se desligar do Grupo de Apoio à Medicina Preventiva (Gamp), que presta serviços no município. Na tarde de hoje, o Sindicato Médico (Simers) confirmou que a situação se regularizou.
Já o Gamp informou que o desligamento não chegou a acontecer, mas admitiu que ocorreram atrasos na folha do corpo médico. Segundo o Simers, foram três meses de atraso. Em nota, a terceirizada garante manter “diálogo permanente com os governos municipal e estadual, a fim de sanar as dificuldades relacionadas aos repasses”, além de afastar riscos aos pacientes.
Nos últimos dois anos, o Simers vem denunciando o Gamp pelo pagamento de salários fora do prazo, falta de medicamentos e número de profissionais reduzidos para prestar o serviço. De acordo com a prefeitura de Canoas, existem problemas com a administração das unidades de saúde pelo Gamp, mas vários deles herdados da terceirizada anterior. A secretária da Saúde, Rosa Groenwald, ainda critica a postura do Simers que, segundo ela, sempre soube dos problemas anteriores, mas não agiu para mudar a situação.
Veja a nota oficial do Gamp:
O Grupo GAMP informa que os contratos com os médicos responsáveis pelo serviço de controle de infecções das unidades de saúde sob gestão da Organização em Canoas não foram rescindidos. Portanto, o serviço não foi interrompido e a população atendida nas unidades não corre riscos.
O pagamento do salário dos profissionais já foi realizado. O GAMP segue em diálogo permanente com os governos municipal e estadual, a fim de sanar as dificuldades relacionadas aos repasses para a Organização, que faz a gestão de recusos destinados às unidades de saúde.
*Com informações da repórter Jéssica Moraes