Sessão extraordinária na Assembleia é adiada por falta de quórum

O primeiro dia de convocação de sessões extraordinárias na Assembleia Legislativa para votação da adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal foi encerrado na metade do tempo regimental. Durante a segunda verificação de presenças dos parlamentares, a pedido da oposição, o presidente da Casa Edegar Pretto (PT), encerrou os trabalhos pois havia somente 26 presentes. São exigidos no mínimo 28 parlamentares para o início dos trabalhos.
Dessa forma, a sessão será retomada amanhã, às 14h. Inicialmente, os deputados precisam aprovar a convocação da extraordinária. Somente após vencida essa etapa é que poderá ser colocada em discussão a adesão do Rio Grande do Sul à proposta do Planalto para a renegociação da dívida. O governo ainda poderá pedir inversão de pauta para garantir que as propostas de emenda à constituição não sejam levadas à votação antes do projeto relativo ao Regime de Recuperação Fiscal.
O deputado Gabriel Souza, líder do governo na Assembleia, minimizou a derrubada de quórum. Disse que amanhã ainda haverá reforço de três parlamentares que não estavam presentes hoje. A tendência é de que a verificação de quórum seja realizada diversas vezes nas próximas sessões plenárias. “O governo perdeu 2h de debates que vão ter de continuar amanhã, mas é algo que pode acontecer pois qualquer deputado pode sair do plenário para ir gabinete. Infelizmente aconteceu, mas também vamos contar com o reforço de três parlamentares que ainda não voltaram para a Assembleia em função de viagem.
Conforme o presidente da Casa, Edegar Pretto, segue a orientação para realização de sessões extraordinárias nesta terça e quarta-feira. “O tempo vai se tornando mais escasso. O governo solicitou três dias de extraordinárias. A presidência está respeitando prazos e horários”, ressaltou.
Durante as discussões, deputados da oposição se revezaram na tribuna para criticar o projeto de renegociação da dívida com a União e as propostas de privatização de estatais inflamando as galerias que respondiam com cânticos contra o governo. Na praça da Matriz, manifestantes também se reuniram em vigília contra as votações.