Redução de matrículas provoca fechamento de seis escolas na Capital

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou nesta segunda-feira que seis escolas foram fechadas em Porto Alegre em razão da queda no número de matrículas na rede estadual. Conforme a Pasta, existem instituições próximas aptas a receber a transferência dos alunos.
No próximo ano letivo, não vão receber matrículas para 2018 as seguintes escolas estaduais de ensino fundamental: Alberto Bins (bairro Santa Tereza), Benjamin Constant (bairro São João), Oswaldo Aranha (Vila Ipiranga), Doutor Miguel Tostes (bairro Ipanema), Marechal Mallet (Vila Jardim) e Plácido de Castro (bairro Higienópolis).
De acordo com a Seduc, nos últimos 15 anos houve uma redução de 1,5 milhão para 900 mil estudantes na rede estadual. O reduzido número de alunos e a quantidade de escolas na região foram os critérios para a seleção das escolas a terem as atividades encerradas, conforme a secretária-adjunta Iara Wortmann. “Se uma escola tem poucos matriculados e uma instituição próxima tem vagas, não há porque não fazer esse gerenciamento. Porém, o fator principal é não deixar nenhum aluno sem escola”, afirma.
Os prédios das escolas que ficarão vazios poderão ser utilizados por órgãos estaduais que hoje funcionam em espaços alugados, e os que são de propriedade do município serão devolvidos e funcionarão como escolas de Educação Infantil.
De acordo com a Seduc, não há intenção de fechamento de turmas de período noturno ou de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os ajustes devem ser feitos conforme o comportamento da demanda por vagas, não havendo um número definido de instituições de ensino a serem fechadas. Ou seja, novos fechamentos poderão ser anunciados ao longo do ano.
Já o Cpers criticou a medida do governo. Segundo a entidade, já tinham sido extintas duas mil turmas desde o início da gestão Sartori. O objetivo do Piratini, de acordo com o sindicato, é a precarização do ensino público estadual forçando à municipalização de escolas.